Moçambique: Mozal vai fundamentar processo de despedimento colectivo

19 February 2009

Maputo, Moçambique, 19 Fev – A administração da Mozambique Alluminium Smelter (Mozal) deverá apresentar esta semana ao governo de Moçambique uma informação circunstanciada que fundamente a sua pretensão de despedir 80 trabalhadores, informou o jornal Notícias, de Maputo.

O exercício marcará o início de um processo de negociação e consulta envolvendo o órgão sindical e o empregador, durante o qual deverá ser discutida a relevância dos fundamentos evocados para o despedimento colectivo e analisada a possibilidade de se evitar ou reduzir o impacto negativo da decisão, bem como as medidas necessárias para atenuar as suas consequências na vida dos trabalhadores afectados.

Para já, o inspector-geral do Trabalho, Joaquim Siuta, garante que a direcção daquela unidade industrial está a agir de acordo com o preceituado na Lei do Trabalho, cabendo aos sindicatos e ao Governo a missão de apreciar a legitimidade dos argumentos que invoca.

Em meados de 2008, a Mozal evocou a crise energética na região austral de África como principal causa da redução da produção e exportação de alumínio, devido à diminuição da disponibilidade de electricidade em cerca de dez por cento, implicando a interrupção do funcionamento de 47 dos 500 fornos usados na fundição.

A Mozal, uma das maiores fundições de alumínio em África, é uma parceria entre a BHP Billiton, com 47,1 por cento do capital, Mitsubishi Corp (25 por cento), Industrial Development Corporation of South Africa Limited (24 por cento) e o governo de Moçambique (3,9 por cento). (macauhub)

MACAUHUB FRENCH