Moçambique: Chineses de Liaoning pretendem investir em Sofala

26 February 2009

Maputo, Moçambique, 26 Fev – A província chinesa de Liaoning pretende investir em Moçambique, em particular na província de Sofala, nos termos de um acordo assinado em Maputo pelo governador Sofala, Alberto Vaquina e por Yan Feng, vice-presidente do Congresso Popular da província chinesa.

O jornal Notícias, de Maputo, informa que o memorando visa relançar a cooperação bilateral nos domínios de mineração, pescas, comércio e cultura.

Para os governantes de Sofala é necessário investimento externo para a exploração de uma reserva estimada em quatro milhares de milhões de metros cúbicos de gás natural, no Búzi, para além de um total de 30 milhões de toneladas de calcete e calcário nos distritos de Muanza, Cheringoma e Búzi.

Também não estão a ser exploradas as minas de fluorite, em Marínguè, numa área de aproximadamente dois mil metros quadrados e o ouro aluvial na localidade administrativa de Siluvo, em Nhamatanda.

Dirigindo-se à missão de Liaoning que se deslocou à Beira, a capital provincial de Sofala, o secretário permanente daquela região, António Máquina, acrescentou que a região também é rica em guano, rochas decorativas e pedras ornamentais.

Relativamente às pescas, a província de Sofala destaca-se com a potencialidade avaliada em 141.120 toneladas de produtos marinhos para a captura durante todo o ano, em peixe, camarão, caranguejo, lagosta, amêijoas e lulas.

Sofala é uma província que possui 1,6 milhões de habitantes numa superfície total de 68.018 quilómetros quadrados, dos quais 32.700 de área arável, enquanto Leaoning conta com 42 milhões de pessoas que vivem em 147 mil quilómetros quadrados, praticando a agricultura em 660 hectares. (macauhub)

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