Angola: Comércio entre África e a China atingiu 72 mil milhões de dólares em 2007

5 March 2009

Luanda, Angola, 5 Mar – O comércio entre a África e a China atingiu 72 mil milhões de dólares em 2007, ultrapassando os 10 mil milhões de dólares registados no ano 2000, afirmou segunda-feira em Luanda Chris Alden do Instituto Sul-Africano para as Relações Internacionais.

Chris Alden revelou esse dado quando palestrava na conferência internacional “A China em África” sobre o tema “A China e os recursos naturais africanos: desafios e implicações para o desenvolvimento e a governação”, realizado segunda-feira, em Luanda, sob a égide do Centro de Estudos e Investigação Científica da Universidade Católica de Angola em parceria com o Instituto Sul-Africano para as Relações Internacionais

De acordo com Alden, “as relações comerciais entre o continente africano e a China têm crescido de modo contínuo havendo nessa relação um especial destaque para o petróleo, com Angola a assumir crescente importância”.

Além de Angola, o também professor da London School of Economics citou a Guiné-Equatorial, Sudão e Congo Brazzaville como sendo outros parceiros importantes da China no comércio do Petróleo.

Segundo o orador, a África é um dos principais fornecedores da China de matérias-primas como petróleo, alumínio, ferro, cobre, manganês, chumbo e zinco, provenientes de Angola, Líbia, República Democrática do Congo, Gabão, Guiné-Equatorial, Nigéria, Sudão, Zâmbia Zimbabwe, Argélia e África do Sul.

Referiu também que a China tornou-se no maior consumidor de petróleo mundial e de outras matérias-primas.

Chris Alden fez uma incursão em torno do modo como a China financia os países africanos nessa relação bilateral, realçando que tem como garantia o fornecimento de petróleo (caso de Angola) ou a liberdade de exploração de minerais como o cobalto e o manganês (casos da RDCongo e Gabão).

Frisou ainda que os contratos com a China prevêem a negociação de um pacote global e a incorporação de grandes quantidades de força de trabalho chinesa nos projectos de infra-estruturas para reduzir os riscos.(macauhub)

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