Moçambique: Canal de acesso ao porto da Beira vai ser dragado

9 March 2009

Beira, Moçambique, 9 Mar – Milhões de metros cúbicos de sedimentos vão ser removidos ao longo de 27 quilómetros do canal de acesso, cais de acostagem e bacias de manobra do porto da Beira, em Sofala, informou o jornal Notícias, de Maputo.

Este projecto de dragagem de emergência, a ser financiado com um crédito do Banco Europeu de Investimento (BEI) e do Fundo dos Países Baixos (ORET) visa, adianta o jornal, maior confiança aos utilizadores do sistema do Corredor da Beira.

Até 15 de Abril decorre o processo de selecção e contratação do empreiteiro para a obra que, segundo de acordo com dados divulgados pela empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique, deverá compreender dois lotes.

O primeiro inclui a dragagem de emergência do canal de acesso ao porto na chamada curva de Macúti e o transporte do material dragado para a região norte da zona portuária e o segundo compreende a dragagem de emergência da parte restante do canal de acesso ao porto da Beira, o transporte dos materiais dragados e a dragagem de emergência dos cais de acostagem e das bacias de manobra.

Fonte da empresa disse ao Notícias que o objectivo da dragagem de emergência do porto da Beira é restaurar a profundidade de navegabilidade do canal de acesso em toda a sua extensão para uma profundidade mínima de oito metros, excepto na Curva de Macúti que deverá ser de 9,2 metros.

A largura da navegabilidade do canal será, no mínimo, de 135 metros, podendo ir até aos 250 metros na região da Curva de Macúti.

Segundo projecções da empresa, a obra deverá ser concluída no prazo máximo de dezoito meses.

A Dinamarca está a financiar a aquisição de uma draga oceânica com capacidade para remover 2,5 milhões de metros cúbicos de sedimentos por ano, a qual vai igualmente operar no porto da Beira.

Aliada a esta intervenção, a Dinamarca vai investir, adicionalmente, 36,6 milhões de dólares na recuperação do Trem Naval dos CFM de apoio à navegação ao nível daquele porto.

Com vista a resolver de forma definitiva o problema do sector de dragagens em Moçambique, o Governo decidiu estabelecer o Fundo Nacional de Dragagens (FND), gerido pelo CFM, o qual será alimentado com contribuições das taxas de ajuda à navegação, com participações directas do Orçamento do Estado, proveitos próprios da Empresa Moçambicana de Dragagens (Emodraga) e contribuições dos CFM. (macauhub)

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