Moçambique: Empresário de Macau defende reciprocidade moçambicana nos negócios

26 March 2009

Maputo, Moçambique, 26 Mar – O presidente da Associação das Pequenas e Médias Empresas de Macau, Stanley Au Chong Kit, defendeu quarta-feira em Maputo a reciprocidade nos investimentos empresariais com Moçambique, assinalando que a China também tem oportunidades de negócios para os empresários moçambicanos.

Stanley Au, que é também principal accionista do Banco Delta Ásia de Macau, referiu-se à “janela de oportunidades de negócios” que é a região administrativa especial de Macau e a China, quando falava num encontro entre um grupo de empresários chineses e moçambicanos, no âmbito de uma missão empresarial da China a Moçambique, que decorre desde segunda-feira.

“O intercâmbio empresarial entre a China e Moçambique pode e deve ter dois sentidos: um fluxo de investimentos chineses em Moçambique e outro fluxo de investimentos de empresários moçambicanos na China”, afirmou Stanley Kit.

De acordo com o presidente da Associação das Pequenas e Médias Empresas de Macau, os empresários moçambicanos devem tirar partido da relação comercial e económica privilegiada que existe entre Moçambique e a China, por força dos inúmeros acordos de cooperação económica celebrados entre os dois Estados.

Abrir o mercado chinês aos empresários moçambicanos e de África, em geral, será uma maneira de corrigir o desequilíbrio na balança comercial dos dois países, que tem sido favorável à China, acentuou Stanley Kit.

Falando no encontro, Nuno Maposse, gestor de projectos do Centro de Promoção de Investimentos de Moçambique (CIP), que está a promover a missão empresarial chinesa, preferiu destacar “o enorme potencial e facilidades de investimentos ainda inexplorado em Moçambique”.

“Moçambique dispõe de vantagens comparativas na captação de investimentos, tais como a segurança e protecção dos direitos de propriedade, a flexibilidade no repatriamento de capitais e dividendos e a previsão legal da arbitragem para conflitos sobre investimentos”, disse Maposse.

Os recursos minerais, o sector hidroeléctrico e a agricultura são domínios que oferecem “óptimas” oportunidades de negócios aos empresários chineses em Moçambique, referiu o gestor de projectos do CPI.

A delegação chinesa parte quinta-feira para Luanda e tem previsto ainda uma deslocação a Portugal, a partir de sábado.

Na sexta-feira em Luanda reune-se a Comissão Bilateral Intergovernamental China-Angola para analisar a cooperação bilateral em diversos sectores e delinear acções futuras para o período 2009-2010.

Um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Angola informa ainda que a 4ª sessão da Comissão será presidida pela vice-ministra angolana dos Negócios Estrangeiros, Exalgina Gamboa e a parte chinesa é chefiada pelo vice-ministro chinês do Comércio, Juang Zengwei. (macauhub)

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