São Tomé e Príncipe: Governo quer privatizar empresa de energia

21 April 2009

São Tomé, São Tomé e Príncipe, 21 Abr – O governo de São Tomé e Príncipe pretende privatizar a empresa de água e electricidade devendo em breve ser lançado um concurso público internacional, disse segunda-feira em São Tomé a ministra dos Recursos Naturais, Energia e Meio Ambiente.

Em declarações à agência noticiosa portuguesa Lusa, a ministra Cristina Dias adiantou que da última sessão do Conselho de Ministros “saiu uma recomendação que aponta no sentido de se analisar se a Empresa de Água e Electricidade (Emae) deve continuar com o estatuto que tem, prestando todos os serviços de produção, distribuição e comercialização de energia eléctrica”

A ministra especificou que a privatização não será total, podendo o Governo manter a área de distribuição ou da comercialização da energia eléctrica.

Cristina Dias adiantou que, por enquanto, o governo está a recolher contribuições dos parceiros de desenvolvimento do arquipélago

Um relatório do Banco Mundial referia-se à necessidade do “Governo são-tomense se afastar da gestão das empresas públicas” e relativamente à Emae dizia que “os custos com a produção energética são onerosos e incomportáveis para uma economia de características tão frágeis”.

Na altura foi criado um Gabinete de Privatização, com financiamento do Banco Mundial, que se encarregou de privatizar quase todas as empresas pertencentes ao Estado.

Fora desse quadro, ficaram a Emae, a Empresa Nacional de Telecomunicações (Enatel) e a Empresa de Combustíveis e óleo (Enco), tendo estas duas últimas sido parcialmente privatizadas tendo, no entanto, o Estado ficado com a maioria das acções.

Os sucessivos governos são-tomenses sempre resistiram à privatização da Emae por considerá-la “a mais importante empresa estratégica” do país mas o actual quadro energético do arquipélago demonstra que o Governo é incapaz de manter a empresa.

De acordo com a ministra, o desenvolvimento da ilha exige cada vez mais do sector energético, sendo que o que a Emae produz actualmente não satisfaz as necessidades cada vez crescentes das empresas que operam em São Tomé e Príncipe. (macauhub)

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