Angola: Crise internacional provocou decréscimo do investimento estrangeiro afirma KPMG

28 April 2009

Luanda, Angola, 28 Abr – O decréscimo do investimento estrangeiro, com excepção do proveniente de Portugal e a desvalorização do kwanza sao alguns dos efeitos da crise internacional sobre a economia angolana, afirmou em Luanda o presidente executivo da consultora KPMG, Paul de Sousa.

Para o responsável da KPMG, uma das empresas líderes, a nível mundial, nas áreas de auditoria, fiscalidade e consultoria, outras consequências previsíveis são o aumento do custo do crédito, a falta de liquidez, uma redução significativa do crescimento do produto interno, o surgimento de dificuldades de cumprimento por parte de empresários que acumularam vários empréstimos graças, em parte, à inexistência de uma central de risco e uma quebra nos preços do imobiliário, pelo menos em algumas zonas, como o Norte e o Sul de Luanda.

Tudo isto traduz os efeitos colaterais de um impacto nuclear: o produzido pela diminuição do preço do petróleo, com implicações negativas sobre as receitas fiscais e sobre o investimento público.

Paul de Sousa reconheceu ter-se assistido, nos últimos tempos, a um aumento das linhas de crédito de diferentes proveniências tendo como destinatário Angola mas acrescentou que tal poderá não ser suficiente para compensar “a redução na poupança nacional e nos fundos próprios e emprestados pelo Governo” que irá ocorrer.

A persistência da actual crise em Angola dependerá, em medida decisiva, da evolução do preço do petróleo, a qual depende, por seu turno, da recuperação da economia mundial, com destaque para a retoma de ritmos de crescimento elevados na China, o que é o mesmo que dizer, acentuou, “da capacidade norte-americana para consumir e da capacidade chinesa para produzir”. (macauhub)

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