Luanda, Angola, 12 Mai – O aumento da oferta imobiliária em Luanda, nos últimos 12 meses, provocou a diminuição dos preços de compra/venda das habitações, mas não teve ainda reflexos positivos no valor dos escritórios, de acordo com um estudo das consultoras ProPrime e Progest Angola.
Actualmente, não existe em Luanda uma taxa de desocupação de escritórios, o que, aliado ao aumento da procura provocado pelo crescimento da economia angolana, que fez deslocar para a capital do país empresários de todo o mundo, teve como consequência a subida dos preços praticados.
No «Estudo de Mercado Imobiliário Luanda 2009», a ProPrime estima que a “necessidade de escritórios em Luanda deverá cifrar-se em cerca de 1 milhão de metros quadrados”.
A baixa de Luanda, o “distrito de negócios por excelência da cidade”, é a zona mais cara, neste segmento. O valor do metro quadrado de um escritório novo ronda 11.647 dólares, enquanto nas zonas de Benfica e Talatona, as segundas mais caras, o preço anda à volta de 8.333 dólares. Mais modesto é o valor cobrado pelo metro quadrado de um escritório nas zonas periféricas da baixa de Luanda (6.947 dólares).
Os preços caem para quase metade quando se trata de espaços usados. Na zona da baixa de Luanda, o valor unitário médio por metro quadrado ronda 6.600 dólares, o que corresponde a uma renda média por metro quadrado de ABL de 100 dólares.
Em Talatona e Benfica, encontram-se espaços usados com uma renda média por metro quadrado de ABL a 110 dólares e, nas zonas periféricas da baixa encontram-se escritórios a 75 dólares, de acordo com o estudo das consultoras ProPrime e Progest Angola.
No segmento da habitação o «Estudo de Mercado Imobiliário Luanda 2009 – Habitação e Escritórios» conclui que a diminuição de preços é o resultado do aumento das áreas de construção.
Apesar da evolução registada, ainda se assiste a um forte desequilíbrio entre a oferta e a procura e a um cenário de preços elevados, o que faz de Luanda uma das cidades mais caras do mundo. (macauhub)




