Moçambique: Produtora avícola vai ter apoio do Estado português

4 June 2009

Lisboa, Portugal, 4 Jun – A Higeste, uma empresa de capital português a operar em Moçambique, vai ser a primeira empresa a ser apoiada pela Sociedade Financeira para o Desenvolvimento (Sofid), afirmou quarta-feira em Lisboa o presidente executivo da instituição.

A Sofid é uma instituição financeira de crédito, sob a forma de sociedade anónima, detida maioritariamente pelo Estado Português (59,99 por cento), sendo o seu objecto contribuir para o progresso sustentável de países em desenvolvimento, em articulação com os objectivos e estratégia do Estado português em matéria de economia, cooperação e ajuda pública ao desenvolvimento.

Hélder Oliveira, presidente executivo da Sofid, disse que a empresa agro-industrial foi contemplada com um apoio de 500 mil euros no âmbito do seu projecto de expansão, que envolve, até agora, um investimento de cerca de sete milhões de euros.

A escolha da empresa produtora de frangos, pintos e ovos, adiantou, deve-se à qualidade do projecto e ao facto de se “encaixar” naquilo que a Sofid procurava: sustentabilidade financeira e impacto social local, para mais tratando-se de uma actividade em que aquele país de língua portuguesa é deficitário.

Instalada no país em 1993, a empresa é titular do selo de exportador moçambicano – “Made in Mozambique” – e está presente em Maputo e nas províncias de Gaza e Inhambane.

Já com este primeiro apoio em “fase de assinaturas”, Hélder Oliveira admite estender o comprometimento da Sofid até 2,5 milhões de euros, em função dos futuros projectos de expansão da empresa, que tem previsto inaugurar dentro de um a dois anos um novo matadouro.

Neste momento, a administração da Sofid tem em cima da mesa “10 projectos com hipóteses” de beneficiarem de apoio, em Angola, Moçambique e Cabo Verde, países lusófonos que são o “foco” da actividade, embora não exclusivo.

Entre os dossiers em análise, disse, estão o da cervejeira Unicer em Angola e o da cimenteira Secil no Lobito, embora sejam projectos “cuja concepção leva anos” e em relação aos quais há acertos em curso entre os accionistas.

A Sofid é ainda participada ainda pelos principais bancos portugueses – estatal Caixa Geral de Depósitos e privados Millenium bcp, Espírito Santos e BPI (10 por cento cada) – e pela associação empresarial ELO (0,1 por cento). (macauhub)

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