Empresas portuguesas vão “aguentar embate” da crise em Angola

8 June 2009

Lisboa, Portugal, 8 Jun – As empresas portuguesas de pequena, média e grande dimensões presentes em Angola vão “aguentar o embate” da crise da economia em 2009, pois apostam no longo prazo, disse domingo em Lisboa o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Portugal-Angola (CCIPA).

Carlos Bayan Ferreira afirmou que os “os investidores sabem que se trata de uma situação que é conjuntural e que se alterará no próximo ano”, sendo pois natural que “procurem por um lado consolidar os projectos já em curso e, por outro, avançar com alguma prudência, mas sem desistirem dos projectos previstos”.

A economia angolana deverá crescer entre 9 a 10 por cento já em 2010, recuperando a economia da contracção, entre 3 a 10 por cento do PIB, que se espera para este ano, embora o governo de Angola preveja ainda um crescimento da economia de 3 por cento para este ano.

Em declarações à agência noticiosa portuguesa Lusa, o empresário luso-angolano Gomes de Castro, fundador de um grupo empresarial que tem em Portugal, a Gomang, uma empresa de comércio internacional, e em Angola, a Maquil, afirmou que “está optimista” e vai investir cinco milhões de dólares na construção de uma fábrica de tubos em fibrocimento para água potável, em Viana, a 30 quilómetros de Luanda, devendo a unidade estar concluída até ao final do ano.

Até 2010, Gomes de Castro vai reforçar o investimento nesta unidade fabril em igual montante, o que lhe permitirá produzir outros tipos de tubos e de telha em plástico.

O grupo de pequena e média dimensão tem três lojas de distribuição de maquinaria, ferramentas e tubaria em Luanda, estando também a apostar no Huambo, Lobito e no Lubango, tendo facturado 60 milhões de dólares em 2008. (macauhub)

MACAUHUB FRENCH