Moçambique continua a ser pouco atractivo para a realização de negócios

15 June 2009

Maputo, Moçambique, 15 Jun – Moçambique continua a ser dos países menos competitivos para se fazer negócio em África, de acordo com o mais recente relatório conjunto do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Banco Mundial (BIRD) e Fórum Económico Mundial (FEM).

Tornado público na semana passada na Cidade do Cabo, África do Sul, e agora citado pelo jornal Notícias, de Maputo, Moçambique classifica-se no 130º lugar na lista dos países com maiores facilidades para se fazer negócio em todo o mundo, superando em África apenas a Mauritânia, Burundi, Zimbabué e Chade.

Por sectores, no que respeita à qualidade de formação e educação superior Moçambique classifica-se no 129º lugar (a nível mundial), na eficiência do mercado de bens (127º lugar), eficiência da força de trabalho (98º lugar), sofisticação do mercado financeiro (122º), tecnologia (116º lugar) e tamanho de mercado (107º lugar a nível mundial).

O relatório destaca ainda que, particularmente em África, o desenvolvimento financeiro e o comércio livre são essenciais para ultrapassar a crise financeira internacional e que a melhoria das infra-estruturas, saúde, educação e governação continuam a ser, a médio prazo, as chaves para uma maior competitividade.

Traça perfis detalhados da competitividade e investimento em muitos países africanos e considera que as empresas africanas podem tornar-se muito mais competitivas, mas é preciso que os governos de África e os seus parceiros internacionais agilizem o acesso ao financiamento, resistam a pressões para levantar barreiras ao comércio, tornem mais eficientes as infra-estruturas, melhorem os serviços de saúde e educação e consolidem as suas instituições.

Estas conclusões constam do relatório intitulado “The Africa Competitiveness Report 2009”, (Relatório sobre a Competitividade em África 2009), que foi apresentado durante a reunião do Fórum Económico Mundial que se realizou na Cidade de Cabo, na África do Sul.

“O Africa Competitiveness Report deste ano é a segunda iniciativa das nossas três organizações para colocar o continente num contexto internacional mais alargado e fazer luz sobre aspectos importantes do desenvolvimento na região, tão particularmente críticos nesta época de crise global”, afirmou Klaus Schwab, fundador e presidente executivo do Fórum Económico Mundial. (macauhub)

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