Linha de crédito Cosec para Angola já financia pontes, estradas, hospitais e serviços

16 June 2009

Lisboa, Portugal, 16 Jun – A linha de crédito Cosec entre Portugal e Angola, de mil milhões de euros, está já a financiar um conjunto de grandes projectos, incluindo a construção de pontes e hospitais, revelou segunda-feira em Lisboa a estatal Caixa Geral de Depósitos.

Esta é uma das três linhas de crédito para investimentos em Angola que a Caixa Geral de Depósitos (CGD) tem operacionais, adiantou o banco em comunicado, acrescentando que o seu valor conjunto é de 1,6 mil milhões de euros.

O grande interesse dos investidores portugueses por Angola fica demonstrado na utilização do maior destes instrumentos, a linha Cosec, que em 2008 já tinha financiamentos contratados ou em execução de mais de 500 milhões de euros, correspondendo, de acordo com a instituição, “à maior fatia de créditos concedidos pela banca portuguesa ao abrigo deste ´plafond´”.

As construções de duas pontes – uma sobre o rio Catumbela e outra sobre o Kuanza, as remodelações do hospital do Prenda e da maternidade Lucrécia Pail (ambos em Luanda), o projecto de reforma fiscal angolana, a construção de um edifício para os serviços de migração e estrangeiros e a reconstrução da estrada entre o Huambo e Alto Hama estão entre os muitos projectos a cargo de empresas portuguesas para que a CGD tem utilizado este montante.

A linha Cosec, recorde-se, foi formalizada com um valor inicial de 100 milhões de euros no final de 2004, tendo depois sucessivos aumentos, o mais recente de 500 milhões de euros, para os actuais mil milhões, feito em Março último, salientou a CGD.

As duas outras linhas têm funcionamento diferente, sendo uma, de 100 milhões de euros, destinada a projectos integrados no programa de investimento público de Angola, estando actualmente as autoridades angolanas e proceder à identificação de projectos.

Já a linha comercial, no montante de 500 milhões de euros, formalizada em Março, durante a visita a Lisboa do Presidente de Angola, servirá para financiar projectos do sector público ou privado.

Estes devem ser executados em consórcio entre empresas dos dois países, cabendo também às autoridades angolanas eleger os projectos que se enquadrem neste instrumento de financiamento. (macauhub)

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