Governo de Moçambique defende isenções fiscais para relançar indústria têxtil

13 July 2009

Maputo, Moçambique, 13 Jul – A atribuição de isenções fiscais por “longo período” é a estratégia defendida pelo Governo moçambicano para relançar a indústria têxtil do país, disse sexta-feira na Matola o ministro moçambicano da Indústria e Comércio, António Fernando.

António Fernando sublinhou a importância de atrair investidores para o sector, que foi um dos mais dinâmicos da economia moçambicana no passado, quando falava a jornalistas, após uma visita à Texlom, que era a maior empresa do sector têxtil em Moçambique antes de encerrar em meados da década de 1990.

Depois de cerca de 15 anos paralisada, a Texlom, já com a designação de Moztex, vai reiniciar a laboração em finais de Agosto deste ano, como resultado de um investimento de dois milhões de dólares realizado pela Fundação Agha Khan para o Desenvolvimento.

“Sempre dissemos que relançar a indústria têxtil era uma prioridade do Governo moçambicano, pelo elevado número de trabalhadores que emprega, pelo potencial de mercado que tem e pelos rendimentos que garante”, afirmou António Fernando.

Para angariar investimento externo para o ramo têxtil, o Governo oferece um pacote de estímulos fiscais, incluindo “a isenção fiscal por longos períodos”, afirmou António Fernando.

A possibilidade de a produção têxtil moçambicana poder entrar no mercado dos Estados Unidos da América, no quadro da Lei de Oportunidade de Crescimento Africana (AGOA, na sigla em inglês), aprovada pelo Governo norte-americano a favor de alguns países africanos, é um forte atractivo para investir nos têxteis, sublinhou o ministro moçambicano da Indústria e Comércio.

Também a União Europeia, por via da iniciativa Tudo Menos Armas (EBAS), adoptado por este bloco para o incremento do comércio com os países mais pobres, é igualmente uma vantagem, referiu ainda António Fernando. (macauhub)

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