Trocas comerciais da CPLP rondam 13 mil milhões de euros

21 July 2009

Brasilia, Brasil, 21 Jul – As trocas comerciais entre os oito membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) rondam actualmente os 13.000 milhões de dólares anuais, mas têm ainda pouco peso nos totais de Brasil ou Portugal.

O Brasil assume-se hoje como o principal pólo comercial no espaço CPLP: até Setembro do ano passado, as importações brasileiras aumentaram 134 por cento, para 2,51 mil milhões de dólares, enquanto as exportações para os “oito” subiram cerca de 31 por cento, para 2,73 mil milhões de dólares, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil.

Assumindo a manutenção do ritmo de trocas comerciais de 1.747 milhões de dólares por trimestre, nos dois sentidos, entre Setembro e Dezembro, este total anual ronda os 7.000 milhões de dólares.

Contudo, o expressivo aumento das importações deve-se sobretudo à compra de petróleo a Angola, cujo valor está este ano em quebra; até Setembro de 2008, as trocas entre os dois países atingiram 3,33 mil milhões de dólares, ficando-se pelos 1,85 mil milhões de dólares no caso português.

Em 2007, o total do comércio entre Brasil e os países da CPLP ascendeu a 4,39 mil milhões de dólares, um aumento de 28 por cento face a 2006, sendo favorável ao Brasil em 1,8 mil milhões de dólares.

O total de 5,24 mil milhões entre Janeiro e Setembro do ano passado representou apenas 1,8 por cento do total brasileiro no mesmo período (282 mil milhões de dólares).

Francisco Mantero, secretário-geral do Conselho Empresarial da CPLP, cita números da Conferência das Nações Unidas para o Comércio (UNCTAD) que avaliavam as trocas intra-CPLP em apenas um por cento do total dos “oito”, embora admita que este total tenha crescido nos últimos anos.

A baixa expressão desta percentagem revela que os “oito” fazem “mais comércio com os países das suas respectivas regiões”, o que “demonstra o enorme campo de oportunidade” para a CPLP na actividade comercial e empresarial, disse à Lusa.

“Isso tem a ver com rotas de navegação, aéreas, competição mundial – não é por falarmos a mesma língua que os produtos são mais competitivos”, afirma.(macauhub)

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