Canadiana Artumas vende participações na exploração petrolífera do Rovuma em Moçambique

23 July 2009

Dar-Es-Salam, Tanzânia, 23 Jul – A petrolífera canadiana Artumas anunciou quarta-feira que deverá vender à Cove Energy e Maurel & Prom parte das suas participações na exploração de petróleo na bacia do Rovuma, Moçambique, juntamente com activos na vizinha Tanzânia.

O contrato, assinado terça-feira, dá às duas petrolíferas uma opção de compra sobre activos da Rovuma, que deverá ser exercido até 18 de Agosto, com um custo de aproximadamente 12 milhões de dólares, devendo o processo estar concluído no terceiro trimestre do ano.

“Este acordo permite à Artumas fazer um programa de avaliação necessário e substancial na concessão na Tanzânia e continuar a participar na próxima fase do programa de exploração de Moçambique, altamente auspicioso”, afirma o presidente da empresa, Cameron Barton, em comunicado hoje divulgado.

Dos 49,3 por cento no bloco “on-shore” no Rovuma, com uma área de 15.000 quilómetros quadrados na província de Cabo Delgado, serão vendidos 34 por cento.

No caso do “off-shore”, operado pela Anadarko, vai vender os 8,5 por cento que detém.

Pela opção, as duas empresas pagaram 1,02 milhões de dólares, e até 18 de Agosto terão de pagar os restantes 10,98 milhões.

O acordo inclui ainda participações maioritárias em Mnazi Bay, Tanzânia, segundo anunciaram as duas empresas em comunicado ao mercado de capitais.

Os últimos dados divulgados pela empresa, com base nas pesquisas sísmicas feitas até ao momento, apontam para “múltiplos” pontos de “elevado potencial” no onshore e no offshore, que serão perfurados a partir do quarto trimestre deste ano.

Em Janeiro, a Artumas transferiu o estatuto de operador de “onshore” para a parceira Anadarko, que já o era do bloco “offhore” e encerrou os escritórios em Moçambique.

A Artumas previa investir perto de 170 milhões de dólares (132 milhões de euros, ao câmbio actual) na exploração de petróleo em Moçambique e na de gás na Tanzânia.

Um estudo de campo de 2007 na bacia do Rovuma, norte de Moçambique, apontava para a existência de potencial de petróleo em quantidades passíveis de exploração comercial.

A pesquisa, encomendada pela Artumas e realizada pela norte-americana Rose&Associates, conclui que em quatro perfurações naquele campo pode ser extraído petróleo em rama em “quantidade comercial e não comercial” (sem especificar a proporção de cada uma delas).

O Governo de Moçambique lançou em Julho de 2005 um concurso para a exploração de diversos blocos “offshore” na zona conhecida como bacia do Rovuma, nome do rio que separa Moçambique da Tanzânia.

As empresas canadiana Artumas Group, a norte-americana Anadarko Petroleum, a malaia Petronas e a italiana ENI são algumas das empresas activas naquela bacia.(macauhub)

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