Governo do Maputo quer processamento primário do ouro e gemas em Moçambique

13 August 2009

Vilankulo, Moçambique, 13 Ago – O governo de Moçambique vai passar a exigir o processamento primário no país de determinados produtos mineiros, afirmou a ministra dos Recursos Minerais, Esperança Bias, ao jornal Notícias, de Maputo.

A ministra acrescentou que está em estudo a possibilidade de revisão da política geológico-mineira actualmente em vigor em Moçambique e acrescentou que na lista de produtos que poderão vir a ser abrangidos pela medida de processamento primário constam o ouro e as gemas, embora a sua produção continue a ser feita em moldes artesanais e, não raras vezes, longe do controlo das autoridades do sector.

“Queremos que o ouro e as gemas sejam processados em Moçambique. Quando falo de gemas refiro-me às turmalinas, águas marinhas, rubis e outras”, disse Esperança Bias.

Para a ministra, é chegado o momento de Moçambique dispor de uma indústria de processamento mineiro, o que passa pelo fortalecimento da capacidade dos moçambicanos no aproveitamento destes recursos.

O que acontece actualmente é que indivíduos de várias nacionalidades, incluindo moçambicanos, continuam a afluir às zonas com potencialidades de ocorrência de minérios, com preferência para o ouro, gemas e nos últimos dias o rubi e corundo, sendo as províncias de Cabo Delgado, Niassa, Nampula, Zambézia e Manica as mais afectadas pelo fenómeno.

O produto dessa mineração é depois exportado ilegalmente para os países vizinhos, o que representa perda de receitas para o Estado, disse a ministra, à margem do 24º Conselho Coordenador do Ministério dos Recursos Minerais que decorre até sexta-feira na vila turística de Vilankulo, província de Inhambane. (macauhub)

MACAUHUB FRENCH