Macau pode tornar-se numa plataforma de serviços para empresários de língua portuguesa

14 August 2009

Rio de Janeiro, Brasil, 14 Ago – Macau pode tornar-se numa plataforma de serviços para os empresários de língua portuguesa, afirmou o presidente do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM), que está no Rio de Janeiro para um encontro empresarial.

“Apesar da pequena dimensão de Macau, julgo que temos muita coisa a oferecer. O nosso objectivo e estratégia é construir Macau como uma plataforma de serviços para ajudar empresários da China e dos países de língua portuguesa para trabalhar em e através de Macau”, disse Lee Peng Hong, em declarações à agência noticiosa portuguesa Lusa.

Segundo o presidente do IPIM, Macau já é uma forte economia de serviços e é isso que está a ser oferecido aos executivos dos países de lusófonos reunidos na quinta edição do Encontro de Empresários para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa.

Macau, destacou Lee Peng Hong, oferece “vários mecanismos para ajudar” os empresários de língua portuguesa e está a empenhar-se a “exportar o conhecimento sobre o mercado da China através de Macau para os empresários lusófonos”.

Os mercados tradicionais como Europa e Estados Unidos, argumenta, precisam ainda algum tempo para serem recuperados devido à crise. “Ao contrário, há outros países com grande potencial em vias de desenvolvimento”, para os quais existe uma grande complementaridade económica com a língua portuguesa.

Mesmo assim, Lee Peng Hong concorda que Portugal, sendo o único país lusófono na Europa, pode ser um “parceiro privilegiado” para a China e também como ponte para os países lusófonos.

O presidente do IPIM ressalta que a alta procura da China concentra-se, principalmente, nos sectores de petróleo e minério de ferro produzidos pelos países de língua portuguesa, mas também mostra interesse na agricultura, turismo e formação profissional.

Assim como um grande mercado, a China também é um “grande investidor e parceiro económico”, reforça.

Lee Peng Hong refere ainda que, além de “excelentes relações bilaterais políticas e económicas com a maioria dos países de língua portuguesa”, a China pretende utilizar o mecanismo multilateral para trabalhar com o fórum de cooperação económica e comercial em conjunto com as agências de promoção e câmaras de comércio.

Macau, que comemora este ano o 10º aniversário da transferência da administração de Portugal para a China, apresenta uma média de crescimento económico anual de mais de 10 por cento.

O presidente do IPIM afirma que Macau já é um centro internacional de turismo, marketing, convenções e feiras que os países de língua portuguesa podem aproveitar para promover a sua imagem e produtos junto aos empresários chineses. (macauhub)

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