Consórcio indiano Ricon prevê concluir linha ferroviária do Sena em Setembro

18 August 2009

Maputo, Moçambique, 18 Ago – O alto comissário da Índia em Moçambique, Rajinder Bhagat, afirmou segunda-feira em Maputo que o consórcio Ricon projecta concluir em Setembro próximo os trabalhos de reconstrução da linha ferroviária do Sena.

Formado pelas empresas ferroviárias indianas Rites e Ircon, o consórcio Ricon tem estado envolvido na reconstrução dos 650 quilómetros da linha de caminho-de-ferro do Sena, destruída durante a guerra civil, e que servirá para escoar parte do carvão de Moatize rumo ao porto da Beira.

Aquela linha férrea que vai transportar 18 milhões de toneladas de carga por ano, de acordo com declarações à macauhub de António Libombo, director de comunicação e marketing da empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique, vai também escoar o açúcar das açucareiras de Marromeu e Mafambisse e o cimento da fábrica do Dondo.

A Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique conseguiu mobilizar cerca de 275 milhões de dólares para o projecto de reconstrução da via férrea, tendo o Banco Mundial comparticipado com 60 por cento tendo os restantes 40 por cento saído dos cofres da empresa.

Em recepção realizada em Maputo para assinalar o 62º aniversário da independência da Índia, o embaixador disse que o comércio bilateral do seu país com Moçambique passou de 152 milhões de dólares em 2007 para 173 milhões em 2008, um aumento de 14 por cento.

Em 2008, a Índia vendeu a Moçambique bens no valor de 144 milhões de dólares e comprou produtos no valor de 29 milhões de dólares.

A Índia disponibilizou recentemente três linhas de crédito no valor de 75 milhões de dólares, sendo que 20 milhões de dólares são para financiar a transferência de tecnologia de abertura de furos de água e equipamento a partir da Índia, outros 25 milhões de dólares para financiar o estabelecimento de parques informáticos em Moçambique e 30 milhões de dólares para projectos de electrificação rural nas províncias de Inhambane, Gaza, Nampula e Zambézia.

Outras duas linhas de crédito, em fase final de conclusão, para a electrificação rural, de 20 milhões de dólares cada, foram disponibilizadas no triénio 2004 e 2006. (macauhub)

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