Governo de Moçambique quer evitar proliferação de centrais térmicas a carvão

19 August 2009

Maputo, Moçambique, 19 Ago – Os futuros projectos de geração de energia com base em centrais térmicas a carvão mineral terão de passar por um processo de harmonização, disse terça-feira em Maputo uma fonte do Ministério dos Recursos Minerais, citada pelo jornal Notícias.

Com esta medida, adiantou a fonte, o governo pretende conter a proliferação deste tipo de centrais, uma vez terem sido emitidas até ao presente momento 112 licenças representando 45 empresas envolvidas na prospecção e pesquisa de carvão.

Nos últimos anos, duas empresas, nomeadamente a Vale, concessionária do carvão de Moatize e a Riversdale, que deverá explorar as reservas de Benga, na mesma região, projectam a construção de duas centrais termoeléctricas na província de Tete, como forma de melhor aproveitarem o carvão de queima a ser produzido durante o processo de extracção.

A fonte do ministério adiantou que o grande problema neste caso é que outras empresas que neste momento desenvolvem pesquisas de carvão mineral nas províncias de Tete, Niassa e Cabo Delgado, em caso de descoberta, também podem apresentar projectos isolados de construção de centrais, o que pode criar uma certa dispersão daquelas infra-estruturas de geração de energia.

“Portanto, há necessidade de harmonizar os projectos já concebidos, de modo a responderem de forma coordenada àquilo que pode ser a procura no futuro”, indicou a mesma fonte.

As duas centrais projectadas poderão gerar 2000 Mw de energia, sendo 1500 Mw pela da Vale e 500 Mw para a central de Benga, e ficarão ligadas à rede nacional de energia. (macauhub)

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