Governo de Macau vai pagar 150 milhões de dólares por terreno em Zhuhai para construir nova Universidade de Macau

30 September 2009

Macau, China, 30 Set – O governo de Macau vai pagar um prémio de 150 milhões de dólares (1.200 milhões de patacas) pelo terreno de 1,1 quilómetros quadrados arrendado por 40 anos ao município chinês de Zhuhai, limitrofe a Macau, revelou terça-feira o Secretário para os Transportes e Obras Públicas.

Lau Si Io explicou que o valor do prémio do terreno na ilha de Hengqin, situada em frente das ilhas da Taipa e de Coloane, foi calculado tendo em conta não só os preços praticados em Macau mas também os custos de aterros efectuados e expropriações realizadas.

O mesmo responsável acrescentou também que Macau tem já a tutela sobre o terreno que se encontra agora em fase de preparação e vedação para que seja ali construído o novo campus da Universidade de Macau, que deverá estar concluído em 2012.

Lau Si Io disse ainda que decorrem conversações com Zhuhai para a possibilidade de participação de empresas de Macau nos trabalhos de construção do novo campus.

O Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional aprovou no final de Junho o arrendamento de cerca de um quilómetro quadrado da ilha da Montanha a Macau para ali instalar o futuro campus da Universidade de Macau.

Apesar de situado no continente chinês, o terreno irá permanecer sob a jurisdição e legislação de Macau e o acesso ao futuro campus será feito através de um túnel subaquático a partir do território e sem controlo fronteiriço.

As obras o campus universitário estão estimadas entre 5.000 milhões e 6.000 milhões de patacas (entre 625 milhões e 646 milhões de dólares), irão começar até ao final de 2009 e têm um prazo de conclusão previsto para três anos.

No novo complexo, a Universidade alarga a sua capacidade actual de seis mil alunos para 10.000 estudantes e além das residências e das zonas de entretenimento, haverá espaço para a instalação de oito faculdades – contras as actuais cinco – e para centros de investigação científica nas áreas da informação e electrónica, ciências medicinas e farmacêuticas, e a energia e ambiente.

O projecto prevê a construção de dez colégios residenciais, cada um com uma capacidade para 500 estudantes.(macauhub)

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