Sul-africanos querem exportar mais carvão por Moçambique

5 October 2009

Joanesburgo, África do Sul, 5 Out – A empresa Coal of Africa Ltd (CoAL) e os caminhos-de-ferro da África do Sul pretendem aumentar, até 2013, o montante de carvão exportado através do porto de Maputo dos actuais 2 milhões de toneladas/ano para 10 milhões.

Em conferência realizada em Sandton, subúrbio de Joanesburgo, responsáveis da CoAL e da Transnet Freight Rail, a divisão de mercadorias dos caminhos-de-ferro sul-africanos, anunciaram estarem “dispostos a avançar com um ambicioso plano para elevar a capacidade do corredor e do terminal de carvão da Matola, de forma a escoar a produção de novas minas” abertas no norte e noroeste da África do Sul.

Fuzile Magwa, director-geral da Transnet, salientou que o “aumento dos montantes de carvão exportados pelo porto de Maputo é uma área crítica de crescimento e ideal para a criação de parcerias público-privadas”.

Durante a conferência, o director financeiro da Coal of Africa, Blair Sergeant, recordou que a empresa já tem investidos 35 milhões de dólares no Corredor de Maputo e que a produção da nova mina de Mooiplats, recentemente aberta no nordeste do país, tem de ser escoada através de Moçambique.

Uma área de indefinição para os agentes económicos que apostam no Corredor de Maputo em detrimento do porto de Richards Bay, na província do Kwazulu-Natal, com o maior terminal de processamento de carvão de toda a África, mas muito mais longe das províncias do Norte do que Maputo, é a fonte de financiamento de novos vagões para operarem entre a África do Sul e a Matola.

Um acordo em discussão prevê que a CoAL venha a financiar o montante necessário para a construção, pela Transnet, de uma nova frota de vagões especiais para transportar os adicionais oito milhões de toneladas/ano de carvão para o terminal da Matola. (macauhub)

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