Brasil esteve presente na Feira Internacional de Macau para aumentar exportações e atrair investimento

27 October 2009

Macau, China, 27 Out – O Brasil participou na Feira Internacional de Macau para reforçar os laços com a China, através do aumento das exportações e atracção de investimento, afirmou sexta-feira o representante da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

César Yu disse à agência noticiosa portuguesa Lusa que o Brasil voltou a integrar o pavilhão dos países de língua portuguesa na feira de Macau para “mostrar aos empresários chineses que está pronto para exportar e para atrair investimento”, designadamente no que toca aos sectores agro-alimentar e de maquinaria.

“As relações com a China são cada vez mais estreitas, o comércio está a aumentar bastante e muitas empresas chinesas querem investir no Brasil e muitas brasileiras querem vir para a China”, disse o responsável, salientando o papel “importante” de Macau como porta de entrada para o gigante asiático.

Lourenço Cheong, da Associação Comercial de São Paulo, sublinhou que há muito espaço para o reforço do comércio bilateral no que toca aos produtos agro-alimentares e de maquinaria, já que, observou, o Brasil “é muito forte no sector agro-alimentar e a China precisa bastante desses produtos e, em contrapartida, muitos empresários brasileiros estão interessados na maquinaria chinesa”.

Na edição deste ano da Feira Internacional de Macau, o Brasil reforçou a sua presença, apresentando não só um stand no pavilhão dos países lusófonos, como o estado de São Paulo optou por ter o seu próprio pavilhão face à cooperação cada vez maior entre Macau e aquele Estado brasileiro.

O secretário de Desenvolvimento Urbano da Prefeitura de São Paulo, Miguel Bucalem, realçou durante o Fórum para o Comércio e Investimento Internacionais, inserido na feira de Macau, que a presença no território visa “conhecer as experiências bem sucedidas de planeamento urbano” que possam abrir portas a novas relações entre governos e empresários.

Miguel Bucalem sublinhou ainda que São Paulo tem um Produto Interno Bruto equivalente a 15 por cento do total nacional brasileiro, servindo também de “porta para a entrada de investimento estrangeiro no Brasil”.

Para facilitar a cooperação bilateral, o escritório de advogados brasileiro Duarte Garcia, Caselli Guimarães e Terra, com representação em São Paulo e Brasília, abriu uma representação em Pequim há seis anos de modo a ajudar os empresários chineses a investir no Brasil. (macauhub)

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