Brasil poderá formar especialistas de Moçambique na produção de etanol

20 November 2009

Maputo, Moçambique, 20 Nov – O Brasil poderá formar estudantes moçambicanos no uso de tecnologias de produção de etanol, uma das apostas do governo de Moçambique, de acordo com o Centro de Promoção de Investimentos (CPI) de Moçambique.

Uma missão empresarial brasileira encontra-se em Maputo para analisar as oportunidades de investimento na área dos biocombustíveis, particularmente na produção de álcool a partir da cana-de-açúcar em Moçambique, tendo-se quinta-feira reunido com investidores moçambicanos e da Suazilândia.

No final do encontro, uma fonte do CPI disse à agência noticiosa portuguesa Lusa que o chefe da missão empresarial brasileira manifestou interesse do Brasil em formar estudantes moçambicanos na utilização de tecnologias de produção de etanol, visto que o seu país é líder mundial na transformação do açúcar em álcool para o uso na área dos biocombustíveis.

Durante a década de 90, Moçambique investiu 16 milhões de dólares na recuperação de campos agrícolas e unidades industriais de Marromeu, Mafambisse, centro, Maragra e Xinavane, sul e produz actualmente cerca de 250 mil toneladas de açúcar.

No âmbito da cooperação com Moçambique, o governo brasileiro investiu na construção de uma fábrica de medicamentos anti-retrovirais em Maputo, um Centro Florestal na Manhiça, perto de Maputo, e em Nacala, em conjunto com o Japão, está a fazer investimentos na agricultura, como correcção de solos e adaptação de sementes, além do programa de bolsas de estudo, 50 por ano para mestrados e doutoramentos.

Tudo isto faz de Moçambique o maior beneficiário do Programa Pró-África, uma iniciativa do governo brasileiro ligada à investigação científica e que tem 36 por cento do total dos seus projectos em Moçambique. (macauhub)

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