Governo de Moçambique quer mil milhões de dólares para transformar energia no país

24 November 2009

Maputo, Moçambique, 24 Nov – O governo de Moçambique pretende angariar mil milhões de dólares para transformar a energia eléctrica de alta para baixa tensão, processo que actualmente é feito na África do Sul, afirmou em Maputo o ministro da Energia.

A África do Sul é o maior comprador de energia eléctrica da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), absorvendo 1.300 megawatts dos 2075 megawatts que o aproveitamento produz com as suas cinco turbinas, cada uma com capacidade de produzir 415 megawatts.

A energia eléctrica é transportada por cabos de alta tensão até à subestação Apollo, na África do Sul, onde a voltagem é reduzida e distribuída pela zona sul de Moçambique, com os custos inerentes.

Em declarações à agência noticiosa portuguesa Lusa, Salvador Namburete disse que o dinheiro a angariar visa executar um projecto denominado Espinha Dorsal, um corredor de transporte e transformação de energia ligando o país de norte a sul.

A importância (da construção) da Espinha Dorsal é permitir que a energia venha pelo interior do país e possa ser usada para alimentar projectos nas áreas de turismo ou indústria, destacou Salvador Namburete.

O ministro destacou que o governo pretende no próximo quinquénio intensificar a parte da transmissão de energia, a construção da linha Tete-Maputo, a Espinha Dorsal, e ressalvou a pertinência da execução de projectos de geração, em particular o de Mpanda Nkuwa, uma nova barragem no rio Zambeze.

Os principais clientes da HCB são a empresa pública Electricidade de Moçambique (EDM), que compra 400 megawatts, a Eskom, produtora e distribuidora sul-africana, que consome 1.300 megawatts e a ZESA, produtora e distribuidora de electricidade do Zimbabué, que beneficia de 200 megawatts. (macauhub)

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