Petromoc e Universidade Eduardo Mondlane juntas na investigação dos biocombustíveis em Moçambique

7 December 2009

Maputo, Moçambique, 7 Dez – A Petróleos de Moçambique (Petromoc) e a Universidade Eduardo Mondlane assinaram sexta-feira em Maputo um acordo para dinamizar a investigação e produção de biocombustíveis, prioridade para a empresa que já produz biodiesel.

A maior empresa moçambicana de distribuição de combustíveis e a Faculdade de Engenharia vão a partir de agora colaborar em projectos de investigação para a produção de biocombustíveis, num país que é totalmente dependente da importação de combustíveis fósseis.

A investigação será feita com o apoio e nos laboratórios universitários, que farão também a parte de investigação agrícola, plantio e desenvolvimento de espécies com potencialidades de produzir biocombustível, cujo produto será depois testado no Japão, mediante um acordo já existente.

Jorge Nhambiu, director da Faculdade de Engenharia da Universidade Eduardo Mondlane, garantiu aos jornalistas que Moçambique tem vastas áreas onde podem ser produzidos vegetais para combustível, sendo de “grande interesse para a faculdade investigar essa possibilidade”.

Nuno de Oliveira, administrador da Petromoc, lembrou que a empresa já está a produzir biocombustível, através do óleo de copra e numa parceria com as empresas Biomoz e Bionergia, tendo construído uma fábrica na Matola, arredores de Maputo (inaugurada em Agosto de 2007), com capacidade para produzir 40 milhões de litros de biodiesel por ano e que em Março passado atingiu o primeiro milhão de litros.

Em Moçambique, só nos últimos dois anos foram investidos quase 400 milhões de euros na área dos biocombustíveis, produtos que ocupam mais de 83 mil hectares em seis das 11 províncias do país, onde estão em desenvolvimento outros tantos projectos, envolvendo o coco, a palma e a jatrofa. (macauhub)

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