Banco Mundial investe 1,7 milhões de dólares em estudo sobre gestão de água em Moçambique

29 January 2010

Maputo, Moçambique, 29 Jan – O Banco Mundial vai investir 1,7 milhões de dólares para a realização de um estudo de viabilidade sobre a participação do sector privado na gestão de abastecimento de água em Moçambique.

Um acordo nesse sentido foi quinta-feira assinado em Maputo entre o representante interino do Banco Mundial em Moçambique, Luiz Tavares, e o presidente do Fundo de Investimento e Património de Água (Fipag), Nelson Beete.

Actualmente, a Águas de Moçambique, detida pela Águas de Portugal, é responsável pela exploração do serviço de abastecimento de água na cidade do Maputo e municípios da Matola e Boane, sul, e nas cidades da Beira, Quelimane, centro, Nampula e Pemba, norte, abrangendo uma população total de mais de quatro milhões de pessoas. O contrato termina em 2014.

O acordo agora assinado prevê que o projecto seja executado de forma faseada: a primeira, entre Fevereiro e Outubro deste ano, período em que serão desenvolvidas opções estratégicas visando promover o envolvimento de operadores moçambicanos e a consulta aos interessados para a preparação do processo de licitação.

Na segunda fase, que vai de Outubro a Junho de 2011, far-se-á a licitação e contratação de operadores nas regiões norte, centro e sul de Moçambique e para o centro de Maputo.

A convenção entre Moçambique e o Banco Mundial insere-se nas reformas que estão a ser levadas a cabo pelas autoridades moçambicanas aspirando cumprir integralmente as Metas de Desenvolvimento do Milénio (ODM), definidas pelas Nações Unidas, de garantir o acesso à água potável a mais de metade da população até 2015.

Dados governamentais indicam que, no ano passado, a cobertura de serviços de água potável atingiu 60 por cento, contra 32 por cento no início das reformas em 2000. (macauhub)

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