Angola quer diversificar cooperação com a China

3 February 2010

Macau, China, 3 Fev – Angola pretende diversificar a cooperação com a China e obter apoio chinês para a reconstrução do país e para a formação de quadros, afirmou terça-feira em Macau o embaixador de Angola na China, João Manuel Bernardo.

Em declarações à agência noticiosa portuguesa Lusa, à margem da reunião do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, em Macau, o embaixador disse que Luanda quer manter a sua posição comercial de relevância, de que em África é o primeiro parceiro comercial da China, e alargar as áreas de cooperação.

“A nossa preocupação reside sobretudo na formação dos recursos humanos. Desde o final da guerra temos sentido uma grande carência de quadros qualificados e podemos aprender muito com a China, algo que já estamos a observar com a presença de técnicos e operários chineses especialmente na área da construção civil e indústria”, salientou.

Por outro lado, prosseguiu João Manuel Bernardo, a reconstrução do país é outra das áreas que interessa ao governo de Angola porque há ainda “muito a fazer e não poderemos deixar de contar com o apoio da China”.

“Além do fornecimento de petróleo, também temos áreas que a China pode aproveitar, por exemplo, outros recursos minerais como o ferro, cobre, diamantes, ouro, produtos na área das pescas e agricultura”, acrescentou o embaixador ao salientar serem áreas com as quais existe vontade de cooperação com Pequim.

O comércio com Angola, segundo parceiro comercial de língua portuguesa da China depois do Brasil, ascendeu em 2009 a 17,06 mil milhões de dólares, menos 32,60 por cento do que em 2008, com as compras da China a situarem-se em 14,67 mil milhões de dólares e as importações angolanas de produtos chineses a atingirem 2,3 mil milhões de dólares. (macauhub)

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