Macau lidera redução mundial dos preços dos telefones e da Internet de banda larga

29 March 2010

Macau, China, 29 Mar – Macau liderou em 2009 uma vaga mundial de redução dos preços de serviços de telecomunicações, tendo sido acompanhado entre os países lusófonos sobretudo pelo Brasil e por Cabo Verde, de acordo com relatório da União Internacional para as Telecomunicações.

Tendo encurtado em quase três vezes o índice dos custos de um cabaz de serviços de telecomunicações – de 0,63 por cento do rendimento médio bruto “per capita” em 2008 para 0,23 por cento em 2009 – Macau ficou à frente de Hong Kong, Singapura, Kuwait e Luxemburgo na tabela dos preços de telecomunicações em todo o mundo, no relatório Avaliando a Sociedade da Informação 2010, recentemente publicado e que a Macauhub teve acesso.

Aplicado a 161 países, o índice combina os custos médios de telefone fixo, móvel e serviços de acesso à internet em banda larga.

A nível global, as maiores descidas registaram-se no acesso à Internet em banda larga fixa (42 por cento), seguido de serviços de telefone móvel (25 por cento) e fixo (20 por cento).

Para o primeiro lugar de Macau foi decisiva a descida dos custos de banda larga, dado que Hong Kong apresenta custos relativos mais baixos em telefones fixos e móveis.

Portugal surge em 38º lugar no estudo da União Internacional para as Telecomunicações, a que a macauhub teve acesso, com uma redução substancial (de 1,74 por cento do rendimento médio bruto “per capita” para 1,28 por cento), graças a uma redução dos custos de comunicações móveis para um terço e a uma quebra modesta na banda larga, a par de um abaixamento ligeiro nas comunicações fixas.

O Brasil reduziu para quase metade o peso do seu cabaz de telecomunicações, de 7,68 por cento do rendimento para 4,14 por cento, com os custos de banda larga a caírem de 9,61 por cento para 4,58 por cento.

Pouco abaixo do 87º lugar brasileiro, na 105ª posição, surge Cabo Verde, que reduziu o peso do seu cabaz de 11,26 por cento para 7,09 por cento, com as comunicações fixas a baixarem para apenas 1,93 por cento do rendimento, mas a banda larga a manter-se alta, em 13,37 por cento, apesar de uma redução.

Também Angola, no 120º lugar, conseguiu forte redução, de 30,55 por cento do rendimento para 21,45 por cento, embora os custos de banda larga permaneçam elevados, na ordem de 54,76 por cento do rendimento médio.

São Tomé e Príncipe praticamente manteve o peso do seu cabaz, 40,20 por cento em 2009, surgindo na 143ª posição, enquanto Moçambique conseguiu reduções apreciáveis, sem sair do 4º lugar a contar do fim.

O cabaz moçambicano está avaliado em 56,16 por cento do rendimento, ainda assim abaixo dos 68,03 por cento do ano anterior, graças a reduções nas três componentes.

O peso do custo de banda larga em Moçambique mantém-se elevado, na ordem de 260,22 por cento do rendimento médio, o que significa que é um privilégio para poucos moçambicanos.

Moçambique e a Guiné-Bissau são os dois países de língua oficial portuguesa com a pontuação mais baixa no índice de desenvolvimento de telecomunicações, surgindo ambos entre os últimos 10.

Angola está na 139ª posição, tendo perdido um lugar em relação ao ano anterior, enquanto Cabo Verde ganhou cinco posições, para 102º lugar.

O Brasil surge na 60ª posição, um lugar acima do ano anterior, e Portugal perdeu duas posições, para 32º.

Macau é também nesta tabela o melhor posicionado, em 24º lugar, um ganho de quatro posições. (macauhub)

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