Economia de Angola deverá acelerar este ano para um crescimento próximo de 10 por cento

30 March 2010

Lisboa, Portugal, 30 Mar – A economia de Angola deverá retomar o crescimento para uma taxa próxima de 10 por cento este ano, com a recuperação do sector petrolífero e os investimentos previstos, de acordo com estimativas da Espírito Santo Research segunda-feira divulgadas em Lisboa.

“Em 2010, a actividade económica angolana deverá registar uma forte aceleração, para um patamar próximo de 10 por cento”, prevêem os relatores de uma nota de análise à economia de Angola no primeiro trimestre deste ano.

As exportações angolanas continuam, apesar dos esforços do governo para a diversificação, a assentar essencialmente no petróleo (cerca de 95 por cento do total) e em termos geográficos com peso crescente da China, que este ano deverá liderar o processo de recuperação da actividade económica a nível mundial.

O preço do petróleo aumentou, para valores em torno de 80 dólares por barril, Angola espera aumentar a extração de petróleo este ano e é o segundo maior exportador desta matéria prima para a China, recordam os analistas da ES Research.

Angola está também a ser ajudada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que em 2009 acordou com o governo angolano um empréstimo até 1,4 mil milhões de dólares, do qual já foi disponibilizada a primeira fatia e as restantes dependem do cumprimento de critérios comprovados em visitas trimestais, que permitirá financiar “muitos projectos estruturantes”.

O esforço de investimento irá intensificar-se este ano, com o apoio previsto do governo à indústria, que inclui 397 milhões de dólares na construção de infra-estruturas, em que se incluem projectos como fábricas de refinação de açúcar, óleo de palma e transformação de mandioca.

No sector dos serviços, em 2010 “vai iniciar-se a execução de um plano de construção de 165 hotéis espalhados por todo o país”, outro exemplo de investimentos apontados como estando já a contribuir para que sejam “já visíveis” na economia angolana “sinais de aceleração da actividade”.

Um desses sinais é que o crédito interno, que tinham caído em 2009, inverteu na fase final do ano a tendência e cresceu “54 por cento em termos nominais e homólogos”. (macauhub)

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