Carvão de Moçambique será debatido em conferência internacional em Junho em Maputo

4 May 2010

Maputo, Moçambique, 4 Mai – O governo de Moçambique vai apresentar aos investidores internacionais as suas propostas relativas ao desenvolvimento de infra-estruturas de transporte para o escoamento do carvão da província de Tete, informou o diário Notícias, de Maputo.

O jornal acrescenta que essas propostas serão apresentadas em Junho próximo numa conferência internacional sobre o carvão a ter lugar em Maputo, numa iniciativa apoiada pelos governos de Moçambique e da Austrália.

Actualmente estão em discussão três soluções alternativas para o efeito, nomeadamente a ligação da zona carbonífera, em Moatize, com o porto da Beira através da linha de Sena ou do rio Zambeze, e uma terceira que implicaria a construção de uma nova linha férrea ligando a província e o porto de Nacala, em Nampula.

Sobre a componente infra-estruturas, o ministro dos Transportes e Comunicações, Paulo Zucula, deverá dissertar em torno daquilo que é o desafio do governo em satisfazer a procura da indústria de carvão em Moçambique, numa altura em que se anuncia para o segundo semestre deste ano o arranque da produção industrial daquele minério pelas companhias Vale e Riversdale, ambas com concessões na região de Moatize, na província de Tete, onde as reservas disponíveis se aproximam dos sete mil milhões de toneladas.

O jornal informa ainda que para a utilização do rio Zambeze no escoamento do carvão de Moatize já estão em curso sessões de auscultação pública das partes interessadas e afectadas pelos prováveis impactos ambientais do processo.

Relativamente à nova linha para Nacala, sabe-se que o respectivo projecto encontra-se ainda na fase de estudos de viabilidade económica, embora analistas do sector acreditem já que esta linha poderá gerar efeitos multiplicadores na economia das zonas que serão atingidas pelo traçado, onde se prevê sejam instalados outros projectos de natureza económica e social que vão espevitar o desenvolvimento daquelas áreas.

Relativamente à linha de Sena, a discussão que se levanta tem a ver com o subdimensionamento da sua capacidade face à procura real que se espera no pico de produção de Moatize, facto que prevalece mesmo depois do investimento na reconstrução feita, primeiro pelo governo, em parceria com os Caminhos de Ferro de Moçambique, e depois com fundos disponibilizados pelo Banco Mundial. (macauhub)

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