Banco Mundial vai contribuir para programa de prevenção de poluição marinha em Moçambique

8 June 2010

Maputo, Moçambique, 8 Jun – O Banco Mundial vai contribuir com 11 milhões de dólares para o Plano de Contingência Nacional de Combate à Poluição Marinha por Hidrocarbonetos, a ser elaborado pelo Instituto Nacional da Marinha (Inamar) e orçamentado em 26 milhões de dólares.

No final de um seminário realizado em Maputo, o director de Serviços de Prevenção e Combate a Poluição Marítima do Inamar, Mário Guilherme, disse que o plano é um instrumento que permitirá ao país reagir mais rapidamente em caso de um incidente de poluição marinha por hidrocarbonetos.

Mário Guilherme disse ainda que o plano, que está a ser elaborado pelo Instituto Nacional da Marinha, deverá ficar pronto em Novembro próximo.

“O caso mais frequente de poluição, e que pode afectar Moçambique, é identificado como sendo de Nível Um, semelhante ao incidente com o Katina P, em 1992, e, embora não seja frequente, temos de estar preparados”, afirmou.

Em Abril de 1992, o Katina-P, um navio-tanque gerido por uma empresa grega mas registado em Malta, espalhou 3 mil toneladas de óleo pesado na baía de Maputo e áreas adjacentes.

O navio encontrava-se na sua última viagem rumo à Índia onde iria ser desmantelado mas, no caminho, a tripulação recebeu ordens para ir carregar 66 mil toneladas de óleo pesado à Venezuela e transportá-lo até aos Emiratos Árabes Unidos.

No percurso terá surgido uma fenda no casco do navio, quando ele se encontrava ainda em águas da África do Sul, mas o comandante rumou a Moçambique, possivelmente para beneficiar do frágil sistema legal do país.

O comandante do Katina-P ficou retido em Moçambique a aguardar a evolução das investigações mas acabou por abandonar o país de forma ilegal, alegadamente com a cumplicidade do consulado da Grécia. (macauhub)

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