Brasileira Vale inicia estudo de impacto ambiental em Nacala-a-Velha, Moçambique

11 June 2010

Lichinga, Moçambique, 11 Jun – O estudo de impacto ambiental encomendado pela brasileira Vale relativo à construção de um porto em Nacala-a-Velha e de um ramal de linha férrea com 200 quilómetros vai ter início este mês, informou uma fonte do governo provincial do Niassa.

Verónica Langa, do governo provincial, disse que uma delegação da Vale manteve um encontro, na semana passada, na capital provincial Lichinga, com entidades governamentais, para tratar de questões ligadas aos dois projectos, que visam facilitar o transporte do carvão a ser extraído em Moatize até aos portos de embarque.

A concretizar-se, a linha férrea partirá da bacia carbonífera de Moatize, passando por Malawi, até ao porto de Nacala-a-Velha, através do qual o carvão mineral vai ser exportado, “mas tudo ainda se encontra na fase de estudos exploratórios”.

Langa disse ainda que, em Setembro próximo, vai ser realizado um estudo sobre o impacto socioe-conómico destes empreendimentos, tendo relaçado que a reconstrução da linha férrea Lichinga-Cuamba está dependente dos resultados da pesquisa do carvão de Maniamba, no distrito do Lago, no Niassa.

No encontro da semana passada em Lichinga, foi decidida a criação de uma comissão integrada por representantes do governo provincial do Niassa e da Vale para facilitar a realização das actividades acordadas.

Refira-se que Tete é considerada a maior província carbonífera não-explorada do mundo, com reservas de classe mundial, estimadas em cerca de 2,4 mil milhões de toneladas, que permite a extracção de carvão de coque e energético. (macauhub)

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