Mais 6 empresas ou consórcios estrangeiros pretendem prospectar petróleo em Moçambique

18 June 2010

Maputo, Moçambique, 18 Jun – Seis empresas ou consórcios estrangeiros apresentaram propostas ao 4º concurso público para a concessão de áreas de pesquisa e produção de hidrocarbonetos em diversas regiões de Moçambique, informou em Maputo o Instituto Nacional do Petróleo (INP).

Apresentaram propostas as empresas Aguia Energy (consórcio constituído pelas empresas Tlou Energy e Saber Energy Group da Austrália), que pretende explorar áreas do baixo e médio Zambeze e de Maniamba, a CH – Swiss Oil Holdings International (com capitais dos Estados Unidos da América e das Ilhas Maurícias) – para as áreas de de Mazenga e Limpopo e DNO International ASA da Noruega, para as áreas do Baixo Zambeze.

Apresentaram ainda propostas a New Age (African Global Energy), de Jersey/Reino Unido, para as áreas de Banhine e Palmeira, Sasol Petroleum International, da África do Sul, para as áreas de Mazenga e Banhine e Touchstone Oil and Gás Ltd, do Canadá, para a área de Mazenga.

“No quadro deste processo competitivo seguir-se-á a avaliação das propostas com base nos critérios apresentados, os quais incluem a competência e capacidade técnica, robustez financeira, bem como os termos económicos oferecidos ao Estado moçambicano”, refere o comunicado do INP, para adiantar que a divulgação das propostas vencedoras deverá ocorrer até finais de Setembro próximo.

O concurso agora encerrado foi lançado a 4 de Novembro de 2009, tendo na ocasião o INP afirmado que as companhias tinham cerca de sete meses e meio para avaliar as áreas em oferta e formularem propostas para a sua concessão.

Actualmente cerca de uma dezena de multinacionais petrolíferas está envolvida em actividades de pesquisa e prospecção de hidrocarbonetos em Moçambique.

As actividades de pesquisa e prospecção de petróleo são mais intensas ao longo da Bacia do Rovuma, na região entre as zonas norte e centro do país, onde operam as companhias Petronas (malaia), Artumas (canadiana), ENI (italiana), Anadarko (norte-americana) e Norsk Hydro (norueguesa).

Desde 2006 já foram investidos mais de 500 milhões de dólares na pesquisa e prospecção de hidrocarbonetos, um valor que deverá aumentar nos próximos anos. (macauhub)

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