Governo afirma ser necessário garantir navegabilidade do rio Zambeze, Moçambique

9 July 2010

Maputo, Moçambique, 9 Jul – O ministro moçambicano dos Transportes e Comunicações, Paulo Zucula, afirmou quarta-feira ser inútil o debate sobre a eventual navegabilidade do rio Zambeze argumentando que o debate deve centrar-se em como garantir essa navegabilidade.

À margem do XXVIII Conselho Coordenador do Ministério dos Transportes e Comunicações, a decorrer em Inhassoro, província de Inhambane, Zucula adiantou que tanto o Zambeze como os restantes grandes rios de Moçambique deveriam ser navegáveis, uma vez que o transporte fluvial é regra geral mais barato do que rodoviário ou ferroviário.

O ministro disse ainda ser sua opinião que será possível enviar barcaças pelo rio Zambeze até à foz sem sacrificar nem a flora nem a fauna que dependem do rio para a sua sobrevivência, tendo, no entanto, acrescentado ser necessário aguardar pelos estudos de viabilidade económica e ambiental que estão a ser elaborados.

O interesse na navegabilidade do rio Zambeze prende-se com as grandes quantidades de carvão que as empresas concessionárias de depósitos carboníferos na região de Moatize, província de Tete, prendem exportar, sendo que a única forma de o fazer actualmente é pela linha de caminho-de-ferro de Sena, que tem uma capacidade máxima de 5 milhões de toneladas/ano.

A rota ferroviária alternativa seria de Moatize até ao porto de Nacala, província de Nampula, mas tal implicaria construir uma linha de caminho-de-ferro, projecto que, além de muito caro, não estaria pronto até 2013, ano em que a brasileira Vale e a australiana Riversdale Mining pretendem começar a exportar cerca de 10 milhões de toneladas por ano cada. (macauhub)

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