Moçambique vai manter participações empresariais apenas em sectores-chave

13 July 2010

Maputo, Moçambique, 13 Jul – O número de empresas participadas pelo Estado moçambicano irá passar a prazo de 131 para 46, afirmou segunda-feira em Maputo o presidente do Instituto de Gestão das Participações do Estado (Igepe).

Dizendo ser entendimento da actual administração do Igepe haver empresas que podem ser melhor administradas pelos privados, Hipólito Hamela adiantou que o Estado irá manter participações empresariais apenas em sectores-chave da economia.

“Hoje em dia o Estado tem participações em negócios de papelarias e gráficas, podendo acontecer que o Estado possa estar a impedir que as empresas se desenvolvam, tendo em conta a dinâmica e criatividade do sector privado”, referiu Hipólito Hamela.

O presidente do Igepe precisou que das 131 empresas participadas pelo Estado apenas 41 por cento estão em funcionamento pleno, 32 por cento operam com deficiências e os restantes 27 por cento representam empresas que estão paralisadas, sendo que para este último lote o governo de Moçambique procura investidores interessados na sua recuperação.

Ao anunciar o início, hoje, do XIII Conselho Consultivo do Igepe, Hamela disse que a reunião, que se realiza duas vezes ao ano, irá apreciar o balanço das actividades realizadas no primeiro semestre do ano e reflectir sobre o papel das particioações do Estado no aumento das receitas de capital.

Das empresas participadas, apenas uma dezena é que proporciona dividendos ao Tesouro, destacando-se a Cervejas de Moçambique, Coca-Cola, Stema – Silos e Terminal Graneleiro da Matola – e a fundição de alumínio Mozal. (macauhub)

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