Países de língua portuguesa deviam ter representações em Macau, defende cônsul-geral de Angola

16 August 2010

Macau, China, 16 Ago – O cônsul-geral de Angola em Macau, Rodrigo Pedro Domingos, defendeu que todos os países de língua portuguesa deveriam fazer um esforço para ter representações consulares ou comerciais em Macau.

Numa entrevista ao jornal Hoje Macau de sexta-feira, o diplomata angolano referiu que a presença de representações consulares de outros países de língua portuguesa em Macau, para além de Angola e Portugal, iria certamente apoiar a actividade das pequenas e médias empresas nesta região na criação de parcerias com congéneres locais.

Pedro Domingos, que se encontra à frente do consulado geral desde a sua abertura há três anos, disse estar certo que Macau vai continuar a desempenhar um papel importante junto dos países de língua portuguesa como facilitador de contactos e de relações económicas com China e junto da Associação dos Países do Sudeste Asiático (Asean).

O cônsul-geral de Angola em Macau disse ainda ao jornal que as relações da China com Angola são excelentes e que nunca passaram “por um relacionamento tão sério, correcto e honesto, como agora”.

“A China tem-nos apoiado fortemente e através de várias maneiras, como a concessão de linhas de crédito que envolveu muitas empresas, de modo a erguermos o que, de momento, é mais necessário em Angola, que são estradas, pontes, hospitais, escolas e habitação”, assinalou o diplomata.

Pedro Domingos disse ainda estar certo que o facto de Angola presidir durante os próximos dois anos à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) irá representar uma maior dinamização no organismo tendo em conta que o presidente de Angola “é uma pessoa muito atenta aos programas e projectos existentes, entre outros, nos sectores da saúde, habitação, desporto e combate à pobreza”.

Na entrevista, o diplomata considerou ainda que “este é o momento de investir em Angola, uma vez que temos uma lei sobre investimentos estrangeiros muito favorável e é um grande país em que há tanta coisa para fazer, na mineração, no comércio, nas mais diversas indústrias e na construção”.

Entre os países de língua portuguesa Angola é o segundo parceiro económico da China logo depois do Brasil com trocas comerciais de 11 mil milhões de dólares nos primeiros cinco meses de 2010. (macauhub)

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