Governo de Moçambique aprovou construção do projecto hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa

18 August 2010

Maputo, Moçambique, 18 Ago – O governo de Moçambique aprovou terça-feira o projecto hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa, com a segunda maior barragem do país, e um custo estimado em 2 mil milhões de dólares, informou em Maputo o ministro da Energia, Salvador Namburete.

No final da reunião do Conselho de Ministros, Namburete disse que o projecto prevê a construção de uma central hidroeléctrica no rio Zambeze a 60 quilómetros a jusante da de Cahora Bassa e a 70 quilómetros da cidade de Tete com uma capacidade de 2 400 mega watts a serem alcançados em duas fases.

O ministro disse ainda que a área de inundação será de 97 quilómetros quadrados, muito pequena quando comparada com Kariba e Cahora Bassa, no mesmo rio, pelo que pouco mais de 260 famílias terão de ser deslocadas, de acordo com os levantamentos efectuados em 2002 e em 2005.

Salvador Namburete informou que 60 por cento do capital será realizado por entidades nacionais, nomeadamente a Electricidade de Moçambique, com 20 por cento, e a Energia Capital com 40 por cento, ficando os restantes 40 por cento na posse da Camargo Corrêa, um grupo empresarial brasileiro.

Este consórcio é o único que se apresentou depois da desistência de um outro que representava interesses chineses, tendo sido seleccionado com base na lei de electricidade que prevê a figura de concurso e de adjudicação directa.

Trinta por cento dos dois mil milhões de dólares necessários para a construção do projecto hidroeléctrico são recursos próprios dos investidores e 70 por cento serão financiamento bancário.

As obras de construção da barragem, com a duração de cinco a seis anos, deverão iniciar-se inicie em 2011, tendo o ministro adiantado que até lá “vai-se trabalhar na finalização do acordo do contrato de concessão, negociação dos acordos de compra e venda de energia e da realização do financiamento que deve vir de instituições financeiras.”

Moçambique já possui uma das maiores hidroeléctricas do mundo, em Cahora Bassa, na província de Tete, centro de Moçambique, em que o Estado moçambicano detém 85 por cento e Portugal 15 por cento. (macauhub)

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