Empresa ultima estudo de impacto ambiental para a pesquisa de hidrocarbonetos em dois blocos de Moçambique

25 August 2010

Maputo, Moçambique, 25 Ago – O estudo de impacto ambiental para a pesquisa de hidrocarbonetos no mar, nos blocos M10, a norte da província de Inhambane, e Sofala, na província com o mesmo nome, deverá ser entregue ainda este ano ao governo, de acordo com o diário Notícias, de Maputo.

O jornal acrescenta que a Impacto, a empresa contratada pela sul-africana Sasol, está a ultimar o relatório e diz ainda que o rascunho de pré-viabilidade que foi submetido a consulta pública não apresenta obstáculos que impeçam a concretização do projecto.

A petroquímica sul-africana Sasol, que a explora os campos de gás de Pande e Temane, na província de Inhambane, projecta para o próximo ano o arranque dos trabalhos de perfuração que podem conduzir à descoberta de hidrocarbonetos nos blocos M10 e Sofala.

Ainda não estão disponíveis os pormenores sobre o número de furos, nem a sua localização exacta, dado que apesar de terem sido já feitos os estudos sísmicos, há que combiná-los com os resultados do estudo de impacto ambiental.

A pesquisa de hidrocarbonetos naqueles dois blocos apresenta alguma vantagem, tendo em conta que se trata de uma zona sobre a qual existe muita informação resultante dos estudos anteriormente levados a cabo pela própria Sasol, e particularmente quando esta trabalhou nos blocos 16 e 19, na província de Inhambane.

Uke Overvest, da Impacto, disse que no bloco M10 não existem habitats sensíveis, como recifes e mangais, nem há ilhas habitadas, ficando o arquipélago de Bazaruto (declarado área de conservação da biodiversidade marinha) a pelo menos 50 quilómetros dos limites do bloco M10 e mais de 100 quilómetros do de Sofala”.

Os blocos M10 e Sofala foram concessionados à Sasol, em parceria com a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), sendo que o primeiro perfaz mais de três mil quilómetros quadrados e o segundo mais de 8600 quilómetros quadrados. (macauhub)

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