Governo de Moçambique pretende privatizar parcialmente operadora de telefonia móvel Moçambique Celular

25 August 2010

Maputo, Moçambique, 25 Ago – O governo de Moçambique está a estudar a privatização parcial da estatal Moçambique Celular (mCel) indo privilegiar os investidores nacionais, afirmou terça-feira em Maputo o presidente do Instituto de Gestão das Participações do Estado (Igepe).

Em declarações à agência noticiosa portuguesa Lusa, Hipólito Hamela adiantou não estar ainda nada decidido e acrescentou “estamos pensar e vender parcialmente a mCel para dar oportunidade aos moçambicanos de ganharem dinheiro, serem accionistas de empresas rentáveis”.

A operadora pública de telemóveis, detida na totalidade pelo Estado moçambicano, tem quatro milhões de clientes, que representam uma quota de mercado de 70 por cento.

“Esse é nosso objectivo: criar empresários nacionais fortes, moçambicanos com dinheiro e com capital é o que queremos. Não podemos vender aos moçambicanos apenas empresas que não são rentáveis, também queremos vender as que são rentáveis”, disse o presidente do Igepe.

Actualmente, operam em Moçambique duas empresas de telefones móveis: a mCel, com capitais públicos e a Vodacom, um consórcio sul-africano e moçambicano, com cerca de 2,5 milhões de clientes.

A primeira operadora iniciou o negócio há mais de 10 anos, enquanto a segunda opera no país desde 2003. No início do ano, o Governo lançou um concurso para a entrada de terceira operadora de telemóveis. Um consórcio que integra a PT está entre os três candidatos.

A empresa pública Telecomunicações de Moçambique detém o monopólio na área de comunicações fixas desde a independência do país, em 1975, mas a sua liberalização está para breve. (macauhub)

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