Produtores e industriais vão discutir em Moçambique futuro da castanha de caju

13 September 2010

Maputo, Moçambique, 13 Set – A V Conferência Anual da Aliança Africana do Caju (ACA) tem início terça-feira em Maputo com a presença de 250 participantes que debaterão os principais constrangimentos actuais daquele subsector agrícola.

Esta conferência é organizada pela Associação dos Industriais do Caju (Aicaju), em parceria com a organização não-governamental USAID AgriFuturo, e pelo Instituto de Fomento do Caju (Incaju) de Moçambique.

Ao longo dos três dias, os congressistas vão debater as tendências actuais do mercado internacional da castanha de caju, a identificação de oportunidades de financiamento, bem como a necessidade de adicionar valor à amêndoa, através do seu processamento para a comercialização de um produto acabado.

Moçambique chegou a ser um grande produtor da castanha, ao atingir na década de 70 do século passado mais de 250 mil toneladas, mas o desempenho do sector foi caindo, por um lado como consequência da guerra civil e, por outro, pela aplicação da política de liberalização da exportação do produto em bruto, fazendo com que as poucas fábricas que continuavam a operar fechassem por falta de matéria-prima.

Neste momento, Moçambique produz cerca de 90 mil toneladas de castanha, mas a capacidade interna de processamento é estimada em 40 mil, o que significa que pelo menos 50 mil toneladas são exportadas em bruto. (macauhub)

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