Indústria do caju em África analisada em Maputo, Moçambique

15 September 2010

Maputo, Moçambique, 15 Set – A indústria do caju em África tem potencial para produzir mais de 300 milhões de dólares em valor acrescentado e criar mais de 200 mil novos postos de trabalho nas áreas rurais, afirmou terça-feira em Maputo o presidente da Aliança Africana do Caju (ACA).

No decurso da 5ª conferência anual da ACA, que congregou em Maputo mais de 250 profissionais do sector de vários países produtores, Carlos Costa disse que os africanos estão cansados de exportar a sua produção em bruto para países terceiros que obtêm o maior ganho com o processamento dessa produção, estimado em 300 milhões de dólares.

O continente africano é responsável por 40 por cento da produção mundial da castanha de caju, mas só 10 por cento é processado localmente tendo Carlos Costa defendido a criação de parcerias para que haja uma intervenção conjunta na cadeia do caju, que pode ser produzido, processado e comercializado localmente.

Filomena Maiopué, directora do Instituto de Fomento do Caju (Incaju) de Moçambique, entidade que também organizou o encontro (bem como a Associação dos Industriais do Caju), lamentou que o país, com grande potencial, não consiga expandir a produção do caju.

“Moçambique tem capacidade para processar 30 mil toneladas, apesar de a indústria não estar a operar na sua plenitude”, disse a responsável.

O ministro da Alimentação e Agricultura do Gana, um dos maiores produtores do caju em África, Hon Kwesi, revelou que o seu país irá propor nesta conferência de Maputo a criação de uma marca africana do caju.(macauhub)

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