Grupos portugueses criam sociedade para controlar Banco Único, autorizado a operar em Moçambique

24 September 2010

Lisboa, Portugal, 24 Set – Os grupos portugueses Amorim e Visabeira constituíram a Gevisar, uma sociedade gestora de participações sociais, que irá deter uma participação de controlo no Banco Único, já autorizado a operar em Moçambique, disse o banqueiro João Figueiredo.

Em declarações à agência noticiosa portuguesa Lusa, Figueiredo, simultaneamente presidente do Conselho de Administração e da Comissão Executiva e também accionista do Banco Único, disse que no início, os accionistas moçambicanos “terão uma participação entre 20 por cento e 30 por cento”.

A Gevisar, detida em 70 por cento pelo grupo Amorim e em 30 por cento pelo grupo Visabeira, “detém, na fase de constituição da sociedade, 86,5 por cento do banco”, mas “o acordo que existe e os princípios definidos, são para poder reduzir até 51 por cento do capital”, adiantou João Figueiredo.

Os capitais próprios da instituição deverão atingir “cerca de 70 milhões de euros, nos primeiros três a quatro anos”, entrando de forma faseada, conforme as necessidades de investimento e o cumprimento dos rácios de capital exigidos, disse ainda o seu presidente.

Os grupos Agro Alfa e Intelec, através de empresas participadas, contam-se entre os accionistas moçambicanos que integram o grupo inicial de investidores.

Constituído formalmente a 16 de Junho, “data simbólica da introdução do metical” como moeda do país, e já com licença do Banco de Moçambique, o Banco Único será “um banco universal com forte vocação e incidência no mercado do retalho”, adiantou João Figueiredo.

O objectivo primeiro é servir o mercado moçambicano, mas o Banco Único vê a economia moçambicana “integrada na SADC” (Comunidade de Desenvolvimento da África Austral), “onde temos largas centenas de milhões de consumidores e de mercado potencial”, acentuou o presidente da administração e executivo da instituição. (macauhub)

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