FMI elogiou “prudência” de Cabo Verde e deu conta de “claros sinais” de retoma económica

28 September 2010

Praia, Cabo Verde, 28 Set – O Fundo Monetário Internacional (FMI) elogiou segunda-feira a “prudência” do governo de Cabo Verde tendo a chefe de missão Valerie Cerra declarado que o principal desafio reside na execução “eficiente” do programa de investimentos públicos.

No final de duas semanas de avaliação da macroeconomia do arquipélago, integrada no Instrumento de Apoio a Políticas Públicas (Policy Support Instrument – PSI, na sigla inglesa), Cerra disse que a economia do arquipélago demonstra claros sinais de recuperação, após a crise global, e revela-se bem posicionada para um forte crescimento a médio prazo, tendo sublinhado a “ampla variedade de indicadores” que permitem esta conclusão.

Os índices de confiança empresarial, as receitas fiscais e os dados da importação indicam “uma retoma abrangente da actividade económica” que, segundo Valerie Cerra, está a ganhar força à medida que o ano vai decorrendo.

Segundo a chefe de missão do FMI, o sector turístico “estabilizou” no primeiro semestre deste ano e está em “sólido crescimento” no segundo e a inflação permanece “em níveis baixos”, enquanto as reservas em moeda estrangeira “continuam a crescer”.

“Este desempenho económico favorável deve-se, em grande parte, a uma administração macroeconómica prudente, incluindo as políticas públicas contra cíclicas robustas”, sublinhou.

Por isso, acrescentou Valerie Cerra, o FMI vai continuar a apoiar a estratégia das autoridades cabo-verdianas para “acelerar temporariamente” os investimentos públicos (31 mil milhões de escudos/281,1 milhões de euros) e as políticas de protecção social.

Para o próximo PSI, o primeiro termina este ano (2007/10), Cabo Verde deverá acentuar as reformas para o fortalecimento da gestão da dívida pública, aumentando ainda mais a transparência e o tratamento equitativo na área fiscal, com maior ênfase no desenvolvimento dos mercados financeiros e a salvaguarda do sistema financeiro.

O FMI, segundo Valerie Cerra, deverá aprovar o programa de políticas públicas cabo-verdiano na reunião do seu conselho de administração, a realizar em Novembro. (macauhub)

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