Rio Zambeze, em Moçambique, terá de ser navegável para ser possível exportar carvão em quantidade

29 September 2010

Maputo, Moçambique, 29 Set – O rio Zambeze, no centro de Moçambique, terá que ficar navegável até 2012 para ser possível proceder ao escoamento do carvão, disse terça-feira em Maputo o presidente da Associação Moçambicana para o Desenvolvimento do Carvão Mineral (AMDC).

Com a exploração do carvão de Moatize, na província de Tete, centro, pelas empresas de mineração Vale (Brasil) e Riversdale Mining (Austrália), Moçambique espera estar a produzir, dentro de cinco anos, mais de 20 milhões de toneladas anuais daquele produto.

O principal desafio do país agora prende-se com a logística de escoamento do mineral, sendo que as soluções a curto prazo passam pela linha ferroviária do Sena e pelo porto da Beira, no centro.

“Em três anos vamos esgotar a capacidade do porto da Beira, então precisamos de outras soluções complementares”, disse o presidente da AMDC, Francisco Casimiro, à margem da uma conferência internacional sobre o carvão, realizada em Maputo.

Uma das opções passa pela navegabilidade do rio Zambeze, que há muito vem sendo discutida em Moçambique, além dos estudos em curso sobre o novo corredor de Nacala, na província de Nampula, norte.

Segundo o presidente do AMDC, “a navegabilidade do rio Zambeze necessitará de um investimento estimado em 200 milhões de dólares”, apesar de ainda ser “preciso completar alguns estudos técnicos”.

Há uma semana, a empresa brasileira de mineração Vale concluiu o negócio de compra da Sociedade de Desenvolvimento do Corredor de Nacala, importante para a exportação do carvão que, a partir de Julho de 2011, vai começar a produzir em Moatize, província de Tete. (macauhub)

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