Aeroporto de Chingodzi, em Moçambique, poderá estar em cima de depósito de carvão

8 October 2010

Maputo, Moçambique, 8 Out – A empresa mineira australiana Riversdale Mining vai averiguar se o aeroporto de Chingodzi, na província de Tete, está ou não em cima de milhares de milhões de toneladas de carvão, nos termos de um memorando assinado quinta-feira em Maputo.

Assinado com a empresa Aeroportos de Moçambique, o memorando levará a empresa australiana a realizar estudos pormenorizados para avaliar a quantidade de carvão existente no local, antecipando-se já que o aeroporto possa vir a ser transferido para outro lugar, caso se confirme que os depósitos têm valor comercial.

Em Junho passado, a Riversdale Capital Moçambique informou oficialmente o governo de Moçambique sobre a possibilidade da existência de carvão debaixo das instalações do aeroporto, tendo desde então realizado contactos oficiais na procura das melhores formas de viabilizar a sua exploração.

Jennifer Gravey, directora jurídica da empresa, afirmou, após a assinatura do contrato, que a administração da Riversdale Capital Moçambique é da opinião que se trata de um depósito de carvão muito significativo, “provavelmente o maior na província de Tete e no país”, tendo por base os estudos preliminares já efectuados.

De acordo com o diário Notícias, de Maputo, o aeroporto de Chingodzi beneficiou, em 2009, de importantes investimentos, que consistiram, na montagem de equipamento VOR, bem como na modernização da torre de controlo.

Neste momento a Riversdale Mining dispõe de 22 licenças mineiras em Tete, uma das quais, o projecto de Benga, deverá começar a exportar carvão a partir do terceiro trimestre de 2011. (macauhub)

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