Governo de Angola decidiu reduzir despesa para manter apoios à população

11 October 2010

Luanda, Angola, 11 Out – A ministra do Planeamento de Angola, Ana Dias Lourenço, afirmou sexta-feira em Luanda que quando o governo procedeu ao ajustamento orçamental, em Junho de 2009, a despesa corrente primária (sem juros da dívida pública) foi reduzida em cerca de 6 por cento.

Ana Dias Lourenço precisou que as despesas com aquisição de activos não-financeiros do Estado foram as variáveis-chave do ajustamento orçamental económico aos efeitos da crise mundial sobre as receitas económicas do país.

A redução, prosseguiu a ministra que usava da palavra no decurso do lançamento oficial da 5ª edição da Banca em Análise, da Deloitte Angola, visou garantir a capacidade de funcionamento do Estado nas áreas de prestação de serviços sociais à população.

A ministra adiantou que Angola apresenta uma forte dependência das exportações de petróleo em termos de contas externas e fiscais, tendo as descidas sistemáticas do preço do barril de petróleo, entre Junho de 2008 e Dezembro de 2009, tido um impacto assolador sobre as receitas de exportação e fiscais, bem como sobre as reservas internacionais, cujo índice de dependência do petróleo é de cerca de 80 por cento.

Afirmou que os feitos destas perturbações foram enormes, tendo as reservas internacionais caído 31 por cento face ao stock acumulado em 31 de Dezembro de 2008.

Segundo Ana Dias Lourenço, as receitas de exportação, 97,5 por cento das quais oriundas das vendas de petróleo, abrandaram 36,2 por cento face ao período homólogo de 2008 e as fiscais petrolíferas passaram de 40,8 por cento do Produto Interno Bruto, em 2008, para 23,4 por cento, em 2009.

“O Rendimento Nacional Bruto por habitante sofreu uma quebra de 17,2 por cento” frisou, acrescentando que este significativo abrandamento teve consequências sobre as condições de vida da população, agravadas pela taxa de inflação registada em 2009, cerca de 14 por cento, mais elevada do que em 2008. (macauhub)

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