Moçambique estuda possível utilização do gás metano para a produção de energia

14 October 2010

Maputo, Moçambique, 14 Out – Um projecto visando o aproveitamento do gás metano que se liberta durante o processo de extracção do carvão mineral, para ser usado na geração de energia eléctrica, está em estudo em Moçambique, disse em Maputo o vice-ministro dos Recursos Minerais.

Abdul Razak disse ao diário Notícias, de Maputo, que, atendendo à falta de experiência com aquela tecnologia, o governo de Moçambique e a empresa mineira Vale contactaram empresas indianas no sentido de se apurar qual o potencial para a possível viabilização do projecto.

O vice-ministro disse ainda que em função dos resultados dos estudos técnicos ainda em curso, vai ser possível determinar o destino a dar à energia, não se sabendo se será injectada na rede pública nacional ou se servirá apenas para consumo interno da empresa mineira brasileira.

O metano é uma gás que se liberta durante o processo de extracção de carvão, é incolor e quando adicionado ao ar gera uma mistura de alto teor de inflamação, havendo algumas explorações mineiras tecnologicamente mais avançadas onde se efectua o aproveitamento daquele gás para a geração de energia eléctrica.

No caso específico de Moçambique, Abdul Razak afirmou que o mais importante, neste momento, é a determinação das quantidades que se vão obter e saber se será possível ou não a geração dessa corrente eléctrica.

Independentemente do futuro aproveitamento ou não do metano, as empresas brasileira Vale e australiana Riversdale Mining, que já investiram centenas de milhões de dólares na exploração de carvão em Tete, propõem-se construir naquela província duas centrais de geração de energia com capacidade de produzir até 3 500 MW, aproveitando parte do carvão térmico que irá ser extraído.

A primeira fase de exploração de carvão deverá iniciar-se entre finais de Outubro corrente e princípio de Novembro e as primeiras primeiras exportações deverão ocorrer durante o primeiro semestre do próximo ano, que crescerão lentamente até se atingir um pico estimado em 46 milhões de toneladas/ano. (macauhub)

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