Governo de Moçambique aprovou novas medidas para a comercialização da castanha de caju

15 October 2010

Maputo, Moçambique, 15 Out – A campanha de comercialização da castanha de caju em Moçambique vai este ano ser feita por províncias, com início em Cabo Delgado, sendo a venda nas restantes proibida antes da respectiva autorização oficial, afirmou a directora do Instituto para o Fomento do Caju (Incaju).

Filomena Maiopué acrescentou que, nos termos do calendário agora aprovado, depois de Cabo Delgado a próxima província a iniciar a campanha de comercialização será a de Nampula, seguindo-se a Zambézia.

Em declarações ao diário estatal Notícias, de Maputo, a directora do Incaju apelou aos intervenientes na campanha de comercialização da castanha para que observem as regras estabelecidas, sob o risco de incorrerem em penalizações.

Entre as medidas adoptadas figura a proibição de exportação de castanha de caju em bruto sem a necessária autorização oficial, visando a medida que a exportação apenas se inicie depois de a matéria-prima para as fábricas de processamento existentes em Moçambique tenha sido assegurada.

A segunda medida estipula que os operadores evitem ao máximo a movimentação da castanha nas províncias, enquanto as campanhas de comercialização não tiverem sido lançadas pelos respectivos governos.

Filomena Maiopué afirmou que a introdução destas e de outras medidas faz parte de uma estratégia de reorganização do processo de comercialização da castanha de caju, um dos produtos estratégicos para as exportações de Moçambique.

No global, o país espera comercializar até ao final da campanha pouco mais de 96 mil toneladas de castanha em bruto, a mesma quantidade alcançada na campanha anterior. (macauhub)

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