Moçambique precisa de aumentar número de cajueiros pulverizados contra pragas e doenças

12 November 2010

Maputo, Moçambique, 12 Nov – Um trabalho de investigação para baixar os custos da pulverização dos cajueiros de 1 dólar por árvore para 60 cêntimos está a ser desenvolvido em Moçambique, disse quinta-feira, em Maputo, um responsável do Instituto de Fomento do Caju (Incaju).

Raimundo Matule, director-adjunto do Incaju, que falava no início do V Fórum Nacional do Caju, na cidade do Maputo, salientou que, em média, um cajueiro livre de pragas e doenças pode render até 10 quilogramas de castanha, produção que baixa para três quilogramas quando severamente atacado.

Matule disse ainda que dos cerca de 40 milhões de cajueiros existentes em idade produtiva, Moçambique pulveriza apenas cinco milhões de árvores.

Acrescentou que técnicos estão a mobilizar recursos financeiros para que se contrate mais pessoal de pulverização e se expanda o programa de combate de doenças e pragas a um nível adicional de cobertura de pelo menos 20 por cento.

Com este esforço, Moçambique poderá, a curto prazo, encaixar em exportações globais de castanha e amêndoa um valor aproximado de 80 milhões de dólares e, a médio prazo, chegar a 100 milhões de dólares.

Na mesma ocasião, Raimundo Matule informou existirem em Moçambique neste momento 16 fábricas de processamento de castanha de caju que estão a funcionar em pleno e 4 que estão paralisadas, estando o governo em conversações com os proprietários destas unidades para apurar qual o apoio que pode conceder. (macauhub)

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