Macau assinou memorandos na área do turismo com Cabo Verde, Moçambique e Guiné-Bissau

14 November 2010

Macau, China, 14 Nov – O governo de Macau assinou sábado, durante o Fórum Macau, memorandos de entendimento de cooperação no sector do turismo com Cabo Verde, Guiné-Bissau e Moçambique com vista ao intercâmbio de informação e formação de quadros.

A assinatura dos memorandos ocorreu no âmbito da 3ª conferência ministerial do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa e prevê o desenvolvimento de iniciativas conjuntas no sector do turismo entre Macau e Cabo Verde, Guiné-Bissau e Moçambique, respectivamente.

Os memorandos prevêem nomeadamente o intercâmbio de informações sobre políticas do sector do turismo, planeamento, gestão e certificação da actividade turística, assistência técnica, assessoria e formação de quadros técnicos, bem como a promoção de parcerias entre pequenas e médias empresas e apoio à criação de um sistema de incentivos para a promoção da indústria do turismo.

O Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura de Macau, Cheong U, que presidiu à cerimónia de assinatura dos memorandos, salientou na ocasião que os “contactos directos e a colaboração estreita com os países de língua portuguesa são benéficos para solidificar o papel de plataforma desempenhado por Macau”.

O ministro do Estado e das Infra-estruturas, Transportes e Telecomunicações de Cabo Verde, Manuel Inocêncio Sousa, sublinhou, por sua vez, que a “possibilidade de troca de experiências com Macau em áreas que Cabo Verde quer desenvolver, como o jogo, é muito importante”.

“Cabo Verde elegeu o turismo como o motor para o desenvolvimento económico na sua estratégia de transformação”, observou, considerando “fundamental o país poder beneficiar da formação dos quadros locais”.

O primeiro-ministro de Moçambique, Aires Bonifácio Baptista Ali, também destacou a importância da cooperação com Macau para desenvolver aquela que é a “principal actividade económica do país, depois da agricultura”.

“Temos uma costa com cerca de 3000 quilómetros e um potencial enormíssimo por explorar”, constatou o governante, defendendo que, através da cooperação com Macau, Moçambique “poderá explorar melhor esta riqueza”, já que “tem poucos quadros com formação para as necessidades e empresariado capaz de fazer jus a esse potencial”.

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, reiterou o papel “importante” que a cooperação com Macau “poderá ter para o desenvolvimento do sector do turismo, sobre o qual quase nada se tem feito desde a independência do país”.(macauhub)

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